ComunidadeMCHub
Quem está por trás

Quem é o Henrique, o cara por trás da ComunidadeMC

Henrique Paganelli Jimenes, o HenriquePJ, é o criador da ComunidadeMC. Esta é a história dele: Bebedouro, a família, o Minecraft, o Viniccius13, os amigos, as faculdades, os tropeços e os sonhos. Ele também está na Base de Criadores: veja a página do HenriquePJ.

2001

Um menino de Bebedouro

Henrique Paganelli Jimenes, o HenriquePJ, nasceu em 30 de maio de 2001 em Bebedouro, uma cidade pequena no interior de São Paulo, a uns 380 km da capital.

Bebedouro tem cerca de 76 mil moradores (Censo 2022) e nasceu em 3 de maio de 1884. O nome vem de um córrego onde tropeiros e boiadeiros paravam para os animais beberem água. A cidade já foi a maior produtora de laranja do mundo, chegou a ser chamada de "Califórnia Brasileira" e tem o apelido de Cidade Coração. É lá que fica o Museu de Armas, Veículos e Máquinas Eduardo André Matarazzo, que guarda até o avião que levou a seleção brasileira campeã da Copa de 1958.

O Henrique cresceu numa família de médicos. A mãe é pediatra, o pai é ortopedista, e os dois se conheceram na faculdade de medicina, a Fameca, em Catanduva. A irmã mais velha também seguiu a medicina: estudou em Barretos, virou cirurgiã geral em Santos e está se especializando em endoscopia.

Ele é de gêmeos (mas não acredita muito nisso), é católico e nunca foi muito de esportes.

Infância

Um menino quieto

O Henrique foi diagnosticado ainda pequeno com transtorno do espectro autista (TEA), nível 1. Sempre foi um menino quieto, focado nos estudos, que quase não saía de casa.

Estudou na escola Paideia até o 6º ano e depois no Espaço Livre até o 2º ano do ensino médio. Na pré-escola tinha amigos, mas quando mudou de escola se isolou quase totalmente. Por muito tempo, os amigos eram dois: o primo Vinicius e o Hugo, um amigo virtual do Clash of Clans que, anos depois, ele descobriu que morava na mesma cidade. Os dois saem juntos até hoje.

Os jogos

Club Penguin, Supercell e Minecraft

A vida de jogador começou com o Club Penguin e os jogos de navegador. Depois veio o Minecraft, o Minecraft e o Minecraft. Depois os jogos de celular, e os da Supercell, que ele joga desde o lançamento: Hay Day, depois Clash of Clans (2015) e Clash Royale (2016), dois jogos em que ele foi completamente viciado. Mais tarde vieram o Brawl Stars e o Free Fire, até ele voltar ao Minecraft, se apaixonar de novo e nunca mais largar. Anos depois, ele juntou os dois amores num vídeo só: reconstruiu a Ilha do Club Penguin em escala 1:1 no Minecraft.

Desde 2011

O Viniccius13

O Henrique joga e acompanha Minecraft desde 2011. Quem apresentou o jogo para ele foi o Viniccius13, o seu youtuber favorito, que ele acompanha desde o começo do canal.

O Viniccius é o seu maior ídolo e a sua maior referência: pelo carisma, pela bondade, pelo carinho com os fãs, por ser uma pessoa íntegra, com uma família maravilhosa, e pela dedicação a projetos malucos e insanos. Entre 2014/2015 e 2018/2019, o Henrique parou de jogar e de acompanhar o Minecraft, mas nunca parou de assistir a todos os vídeos do Viniccius e a todos os episódios de Em Busca da Casa Automática. A série é um evento na vida dele até hoje: quando sai episódio novo, ele para o que estiver fazendo para assistir.

2017

A Inglaterra e a DeMolay

Em julho de 2017, no 2º ano do ensino médio, o Henrique fez um intercâmbio de um mês na Inglaterra, com o primo Vinicius. A viagem ajudou muito na vida dele.

Quando voltou, foi indicado e entrou para a DeMolay, no Capítulo Bebedouro nº 161 da Ordem DeMolay. Foi a melhor coisa que aconteceu com ele: destravou as amizades, o lado social, a comunicação e a vontade de crescer.

Na DeMolay, ele reencontrou um amigo de infância que hoje é o seu melhor amigo: o Igor Calor. O Calor ajuda em tudo, na vida pessoal e na vida digital. Sai com ele para distrair a cabeça, é a pessoa para quem ele conta tudo e com quem sabe que pode contar para tudo. Foi por causa do Calor que vieram muitas outras amizades na DeMolay entre 2019 e 2020, como o Paulo Sillas, o Gabriel, o João Murja e o Pedro Domingos.

2018

Catanduva e o vestibular

Em 2018, a vida ficou turbulenta. O Henrique se mudou para Catanduva, a cidade dos avós, para fazer o 3º ano do ensino médio no Kelvin. Morou seis meses com os avós e seis meses com os tios e primos.

No fim do ano, sem saber o que fazer da vida, ele prestou de tudo e colocou "na mão de Deus". Passou em tudo: Direito na Unesp, Sistemas de Informação na Unicamp e Medicina na Facisb, em Barretos, a mesma faculdade onde a irmã estava no 4º ano.

2019

O ano da medicina

Em 2019, ele escolheu Medicina: pelos pais, pela irmã e porque Barretos fica perto de Bebedouro. Foi o pior ano da sua vida. Ele odiou o curso e não conseguia aprender. O menino que amava estudar não tinha mais vontade de ir à biblioteca estudar biologia, nem de entrar no laboratório de anatomia, porque odiava o cheiro de formol.

Foram seis meses morando sozinho em Barretos, os piores seis meses, mas também com muitas festas e muita diversão. Nessa época, ele trabalhou como voluntário do seu professor de geografia, o Mazza, e aprendeu muito sobre engajamento. Foi também quando a internet virou uma forma de escapar de uma realidade confusa.

No fim do ano, ele voltou a jogar Minecraft com um amigo, o Matheus Morgado, e escreveu no Twitter, em 16 de dezembro de 2019:

"Dps de muitos anos, joguei hj @Minecraft com meu amigo e achamos diamantes.. estava com sdds, me senti criança de novo e sem o peso da facul.. Vamos jogar mais vezes outros dias. Boa noite."
Dezembro de 2019, a volta ao Minecraft: o Henrique (de Steve) e o Matheus Morgado achando diamantes.
Dezembro de 2019, a volta ao Minecraft: o Henrique (de Steve) e o Matheus Morgado achando diamantes.
2020

A República da Casa de Pedra

Junto com o Morgado e outros amigos, no começo da pandemia, em 16 de abril de 2020, o Henrique criou a República da Casa de Pedra: um servidor survival privado, no Java, original ou pirata, para jogarem juntos durante a quarentena. O servidor passou por várias versões do jogo, e a última foi a 1.18.1. Eram no máximo uns 15: amigos antigos da DeMolay, gente da cidade e gente que eles conheceram num grupo do Facebook. Entre eles, o Igor Calor, a Fran, o BiscoitinhoDm, o CoutinDellas13, o Kamasky, o 1darknight7, o Lukstein, o LilStalinDo, o Mario e o Felipe Buzzulini.

Foi o momento em que o Henrique mais se aproximou do Minecraft de novo. Antes disso, entre 2018 e 2019, ele já era muito ativo nos grupos de Minecraft do Facebook, onde postava direto e acompanhava tudo.

O Matheus Morgado morreu num acidente de moto em 17 de setembro de 2021. Esta história também é dele.

2020

O ano sabático e o Twitter

2020 era para ser um ano sabático: a ideia era fazer cursinho no SEB COC, em Ribeirão Preto, e se encontrar. Aí veio a pandemia, as aulas viraram online, e o Henrique mergulhou na internet e no Minecraft.

O Twitter virou o seu vício por quase cinco anos, até 2025. Ainda em 2020, ele se aproximou do fandom do Viniccius13, onde fez muitas amizades. Juntos, eles formaram a Utopia Vip, que era basicamente o fã-clube do Viniccius13 naquela época (depois mudou de nome e de membros). Criaram grupos no WhatsApp, servidores no Discord e servidores de Minecraft, fizeram homenagens para a Redstone Gang, subiram tags para os trending topics e movimentaram o fandom do Viniccius13, da Redstone Gang e até da Irmandade.

O logo da Utopia Vip, o fã-clube do Viniccius13 em 2020.
O logo da Utopia Vip, o fã-clube do Viniccius13 em 2020.

Muita gente fez parte dessa época, e a maioria tinha as próprias páginas e fã-clubes: Entermn, J0nnyz, Mashmelly, Feuripe, Whitezin, Daniel, FanyhMaryh, Electro, Cain, Bruno, Dauzhettos, Viniland, Nick, Togori, Gidiel, Pudim (tododia13_), Ana, Miguel Oliveira, Guilherme, Duckctive, Fatal, Pedro (o garoto do chroma key), Nathan7, Xitornet, Isah, Christian, Manu, Shaw, Donepi, Rubiback, Stackz, Thiagodg, Raiff (nocontextvini13), Naddsprey, Nath, Tay, Gabriela Bianchin, Lisa, Assionpakey, Fer, Fiolah, Dfm Vitor e muitos outros.

Foi assim que ele conheceu o Feuripe, numa raid de uma live do Forever na Twitch. O Henrique gostou muito do jeito dele. Na época, o Feuripe tinha menos de 4 mil inscritos no YouTube e poucos seguidores na Twitch. Como os perfis "No Context" estavam na moda, o Henrique criou o No Context Feuripe em 29 de julho de 2020. Os dois se aproximaram e hoje são amigos.

No meio disso tudo nasceu a UltimatoMC, que virou a ComunidadeMC (leia a história da página). E no fim de 2020, mesmo sem assistir às aulas online, o Henrique passou no Enem para Ciência da Computação no IFSP, o Instituto Federal de São Paulo, em Salto.

2021 e 2022

Salto e o apartamento

Em 2021, ainda na pandemia, ele assistiu a poucas aulas e se dedicou à internet: a página, o servidor Casa de Pedra e o Discord, onde fez muitos amigos.

Em 2022, as aulas voltaram a ser presenciais, e os pais alugaram um apartamento em Salto. O Henrique morou sozinho por seis meses e não foi a nenhuma aula. Ficava o dia inteiro dentro do apartamento, 24 horas por dia online, às vezes sem comer e sem dormir. Não era falta de comida: era privação por causa do hiperfoco. A vida dele era a vida online: lives na Twitch, posts de Minecraft e até a montanha que ele tinha prometido destruir no Twitter em 2021, destruída ao vivo e que depois virou o primeiro episódio do canal no YouTube.

Os pais ficaram muito preocupados. No segundo semestre, ele trancou o curso e voltou para Bebedouro.

2022

A virada de chave

De volta a Bebedouro, o Henrique começou uma terapia vocacional intensiva, duas vezes por semana, que acabou virando uma terapia normal intensiva. Foi a virada de chave.

Ele contou para o terapeuta sobre a página do Twitter, que estava bombando, com uns 200 mil seguidores. O terapeuta sugeriu que ele fizesse algo na área de publicidade, design gráfico ou social media, já que ele tinha se apaixonado por aquilo, e que fosse um curso em Bebedouro, para não morar longe dos pais e não ficar preso num apartamento. Foi a melhor decisão da vida dele.

2023 e 2024

Design gráfico

Em 2023, o Henrique entrou em Design Gráfico na Unifafibe, em Bebedouro, um curso tecnólogo de dois anos. Fez amizades, cresceu muito a página, equilibrou a vida pessoal com a vida digital, saiu com os amigos da DeMolay, aprendeu muito e se apaixonou por marketing e social media.

Foi também em 2023 que veio o burnout e o fim do Discord da Casa de Pedra (leia na história da página).

Em 2024, a vida pessoal foi ótima, mas foi o ano em que a página teve as primeiras quedas por causa de cancelamentos e polêmicas. Foi também quando ele se aproximou do Leoqs no Twitter e entrou para o Cyxapin, um grupo de amigos, quase todos editores, do qual faz parte até hoje, com nomes como Arthur Hellsing, Leoqs, Ennyapenas e João Bosco.

No fim de 2024, já formado em Design Gráfico, numa conversa com os pais num restaurante, ele decidiu cursar Publicidade: para aprofundar, aumentar o currículo, trabalhar em algo grande e ganhar dinheiro. Até ali, a página quase não tinha dado dinheiro.

2025

ESPM e São Paulo

Em 2025, ele decidiu fazer Publicidade na ESPM e se mudar para São Paulo, a segunda maior decisão da sua vida acadêmica e pessoal. Fez muitos amigos, equilibrou a vida, estudou, cresceu a página e se apaixonou pelo curso. Pegou duas DPs, sim, por ter hiperfocado demais na página, no canal do YouTube e no Minecraft. Foi também em 2025 que um trabalho da faculdade virou o evento de construções da ComunidadeMC.

E foi um ano de muitas amizades novas fora da tela. Ele organizou uma sessão de *Um Filme Minecraft* em que todo mundo foi de terno: mais de 40 pessoas, muitos amigos novos e um repost do perfil oficial da Warner Bros. Brasil. No mesmo ano, para profissionalizar o Prêmio MAM, abriu um formulário de voluntários, e dali saíram amigos que ajudam até hoje. Foi assim que ele se aproximou do Dinaldo, o Retrozaum, do Minecraft da Depressão, e formou a equipe do MAM com o Retrozaum, o Vini, o Thur, o Qubo e o Calor.

2026

Hoje

Em 2026, a página cresceu ainda mais no Instagram, e o Henrique está muito feliz: com a família, com a faculdade, com a página e com a vida em São Paulo, num apartamento de 30 metros quadrados, vivendo das marmitas que os pais mandam, com um café da manhã de bolinho Ana Maria e energético Monster, saindo com os amigos e se divertindo muito.

Família

O que move o Henrique

Fora da internet, a vida dele nunca foi tão movimentada. Ele sempre foi uma pessoa reservada e de família, que ama os pais e vive por eles. O seu sonho é retribuir tudo o que eles fazem e já fizeram por ele, mesmo sabendo que é quase impossível.

Sem esconder

As polêmicas

O Henrique já se meteu em polêmicas. Algumas foram surtos no Twitter por inveja, outras foram por falar o que não devia, e outras por defender causas e levantar bandeiras na página. Em resumo: ele sempre colocou muito de si na ComunidadeMC e sempre juntou muito o seu "eu" com a página. Isso trouxe cancelamentos e quedas, mas também é o que faz a página ter a cara que tem.

De página a livro

Um sonho

O maior sonho do Henrique com a página sempre foi que ela deixasse de ser só uma página e virasse um livro inteiro. Em 2026, com a Cidade, o MAM, o Desafio e este site, que também era um dos seus maiores sonhos, esse livro está sendo escrito.

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